Estados Unidos, mudança.

Já se passaram 9 meses e mau posso acreditar que passou tão rápido.

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Independence, MO

Essa cidade localizada à 40 minutos da famosa Kansas City, passou a ser a minha “casa” depois que deixei Utah. Alguns dos meus amigos americanos, de outros estados, costumavam fazer piadas quando souberam que eu me mudaria pra cá. São piadas leves e depois de viver aqui, passei a entender e até a acha-las engraçadinhas.

Aqui o povo é considerado caipira, só tem natureza e nada pra fazer. Mas a verdade é que eu tive uma graciosa experiência de viver uma nova cultura, na íntegra. Não é uma cidade turística, não costumam ver muitos brasileiros por aqui, então eu tive que mergulhar de cabeça, pra me integrar. E eu o fiz.

Mas o porquê de eu estar tão quase melancólica sobre isso? Porque estou deixando o Missouri pra iniciar uma nova jornada em outro estado, o Texas. Sim! Estou em processo de mudança. Só não estou tão triste porque posso dizer que aproveitei bastante, do que esse lugar tinha a oferecer (em breve um post especial sobre Kansas City), e agora é hora de seguir para a próxima aventura e conhecer o tão famoso Orgulho Texano. 

Então texanos, preparem suas lojas de botas, seus parques aquáticos e o novo sotaque, que aí vamos nós.

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10 coisas que ninguém te conta sobre Salt Lake, Utah.

Ps.: Se você não é “mórmon”, provavelmente não entenderá muito o conteúdo deste texto.

1 – A primária na igreja é enorme, porque ninguém controla pra não ter filhos, então você vê casais novinhos já com 3-4 crianças.

2 – As pessoas estudam para as aulas e durante o debate, você se sente dentro de uma luta entre Titans. Conhecimento level hard. Orgulho level hard também. 

3 – A cidade parece uma maquete. Não sei se foi porque sempre fiquei em bairros mais nobres, mas sempre me senti dentro de uma maquete “perfeita”. No entanto, com uma sensação de que se eu chamasse “besouro suco” três vezes, ele apareceria. A cidade de tão perfeita, se torna um pouco bizarra. 

4 – Você se sente na Ala a semana toda, porque todo mundo da rua é da igreja.

5 – As pessoas têm um olhar desconfiado. Todo tempo que passei lá, todo mundo que falava comigo, ou só passava enquanto assistia jogos, no supermercado… que seja, eu sentia esse clima meio sonso. Sem exceção. Todos que eu conheci de lá, são assim.

6 – Foi a cidade mais organizadinha e limpinha que já visitei aqui nos EUA. E a que mais pareceu com o que eu imaginava, por assistir os filmes.

7 – Vende coisas da igreja no Walmart. Tipo, anéis do CTR, pulseira das cores das moças, dispositivos pra óleo, bolsa de escrituras, etc. Super normal.

8 – As pessoas costumam se sentar na grama pra tudo. Se tem um pedaço com grama, você vai ver alguém sentado lendo, tirando um cochilo, estudando, casais tendo um encontro ou, em áreas maiores, pessoas fazendo picnic e por aí vai. Mas num nível pesado mesmo. Um pedacinho com grama, com uma árvore então, vai ter alguém ali, na certa.

9 – Eu já visitei muitas Alas diferentes na minha vida, já perdi as contas. Mas em Salt Lake foi a primeira que senti que ninguém queria saber de onde eu era ou o que tava fazendo ali. Uma sensação de: Uma pessoa diferente na Sociedade de Socorro? Tanto faz. De onde é? Não quero saber. Mas quando era apresentada pra alguém, individualmente, as pessoas eram mais receptivas e com um olhar feliz assustado. Tipo, alegres demais. “Nossa que legal, estou feliz de você estar aqui!”. “Meu irmão/tio/pai fez missão no Brasil”. E por aí vai. Agora sei de onde surgiram as piadas sobre os mórmons, especialmente a questão de parecerem um pouco com robôs.

10 – O Templo de Salt Lake é muito, muito, muito mais lindo do que eu imaginava, especialmente porque não é só o Templo em si… É um conjunto de coisas que você visita ao redor, que faz o lugar bem especial de se visitar. Mesmo com uma praça lotada, tem algo mais especial, que não sei explicar em palavras… Uma essência diferente de todos os Templos que já visitei.